Dilúvio mesopotâmico apenas uma mera coincidência?

A história do extermínio da humanidade através de um dilúvio é conhecida mundialmente e pode ser encontrada em diversos livros sagrados de inúmeras religiões diferentes. O que nos intriga é:  Como civilizações isoladas por milhares de anos conseguiram replicar a mesma história mudando apenas o nome dos protagonistas? Neste post vamos relatar apenas a história contada pelos Mesopotâmios.

Segundo o mito, Gilgamesh, rei Sumério e semideus, ao presenciar a horrível morte de seu amigo Enkidu fica desesperado. Gilgamesh toma consciência de sua condição mortal lançando-se numa busca pela imortalidade. Gilgamesh entra numa epopeia heroica para localiza Utnapishtim (homem Imortal), para saber o segredo da sua imortalidade. Ao localiza-lo, este revela a Gilgamesh uma triste história dos deuses.

O “homem imortal” conta que em tempos remotos os deuses haviam decidido submergir a terra de Shuruppak. Porém, ele havia sido escolhido pela sua devoção, para construir uma arca no meio do deserto e que devido a sua obediência recebeu em troca a sua imortalidade. Utnapishtim conta também, sobre uma planta que cresce no fundo do mar e que está também teria o poder de conferir a imortalidade.

O semideus Gilgamesh, imbuído pelo pavor da mortalidade, desceu as profundezas do oceano em busca da suposta planta que seria capaz de evitar o seu fim. Logo depois de achar a tal planta, num momento de descuido, esta é roubada por uma serpente (daí vem a crença suméria de que serpentes trocam de pele por serem imortais). Com medo da morte, Gilgamesh retorna a sua cidade Uruk, e evoca seu amigo Enkidu,que já havia morrido, para lhe conta em sonho sobre a vida no mundo dos mortos.

 

De acordo com a versão do mito do dilúvio mesopotâmico, Utnapishtim era um homem sábio, que sobreviveu à grande inundação enviada pelos Deuses para erradicar a humanidade. Segundo a lenda, os deuses Anu, Enlil, Ninurta e Enki decidiram destruir a humanidade, cansados de seus barulhos, caminhos e crescimento desordenado.

 

No entanto, Enki, o deus da água, alertou Utnapishtim da conspiração dizendo-lhe para construir um grande barco no meio do deserto. Orientou ainda que fosse nele armazenado as sementes de toda a vida. E assim Utnapishtim o fez, carregou com as referidas sementes, seu gado, sua família, e um burro de carga de aves. Uma chuva intensa veio por seis dias e seis noites. No sétimo dia a chuva cessou, e tudo o que restou da humanidade foi uma grande pilha de lama grossa e o barco de Utnapishtim.

diluvio

Ele enviou aves para procurar sinal de terras, até que um corvo encontrou alguns galhos, o que levou Utnapishtim a colocar oferendas aos deuses em gratidão. A Utnapishtim foi concedida a imortalidade dos deuses em troca de sua obediência e devoção.

A epopeia se tornou famosa no mundo pela sua antiguidade e pela semelhança com a lenda do dilúvio bíblico hebreu. As histórias do dilúvio como sumeriana / mesopotâmica e babilônica foram escritas muito antes do Noah da Torá.

Algo que nos faz pensar, é que mitos de dilúvio são encontrados em todo o mundo. Isto será apenas uma coincidência?

O que você acha? Não deixe de registrar sua opinião nos comentários!

Curiosidade:

Deus Anu senhor das constelações, rei dos espíritos e dos demônios, Anu habitava as mais altas regiões celestiais. Era tido também como juiz dos homens e dos deuses, tendo criado as estrelas do céu para o servirem como seus soldados, encarregadas de perseguir e punir os criminosos. Anu era o pai dos Anunnaki.

Anu_deus_mesopotanio

Deus Enlil era o deus sumério do Ar, senhor das tempestades e outras manifestações naturais ligadas à atmosfera (raio e o trovão).

Enlil

Deus Ninurta nos arcaicos tempos sumérios, era o senhor de Girsu, o quarteirão sagrado de Lagash. Desempenhava o papel de deus da fertilidade, presidindo as cheias dos rios que traziam a abundância do adubo que permitia a prática da agricultura.

deus_ninurta

Deus Enki divindade da mitologia Suméria, conhecido mais tarde como Ea ou Aya. Deus das águas doces, conhecimento e sabedoria, portador dos segredos da vida e da morte.

deus_Enki

 

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fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br;   wikipedia,

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2 comentários sobre “Dilúvio mesopotâmico apenas uma mera coincidência?

  1. Caro alemdosgreys, gostei deste artigo abordando a lenda do dilúvio. Sempre ponderei a narrativa do Torá ou do Livro de Genesis que houve um grande dilúvio em toda a Terra!! Estive muito investigando através de sites de História dos povos mesopotâmicos que a tal lenda é mesma vinda desses povos antigos. E o por que no livro de Genesis tem a “estória” do dilúvio, porém com personagens diferentes??? Descobri que o livro pentateuco foi escrito num período em que o povo judeu foi subjugado e escravizado pelos babilônicos e assírios em épocas diferentes. Então durante o tempo que os judeus estavam cativos, muitos deles absorveram os costumes, religião, magias, quiromancia, e as lendas babilônicas e assírias. Então os judeus escravos que eram escribas lavraram essa lenda utópica no primeiro livro pentateuco como se fosse parte do folclore judaico, como forma de aprendizado no seio do judaísmo, mas claro que eles nunca deram créditos que essa lenda veio dos povos que escravizaram eles. Espero que tenha entendido a minha explicação, pois ficou muito extenso.

    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá Paulo Abreu Junior, obrigado pelo comentário. Sua explicação é fascinante.
      Realmente acreditamos que muitas historias são agregadas a vários povos e culturas através dos lendas passadas entre gerações.

      Curtir

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